O ideal do servidor e a retórica político-administrativa

Precisei fazer uma simples consulta para retirar um atestado médico onde seria comprovada e autorizada por um médico a minha capacidade física tomar banho de piscina. O fato em si já é espantoso, pois bastaria um enfermeiro  para verificar se não existem problemas de pele capazes de infectar a água da piscina, fato impeditivo para frequentar a mesma, mas, precisamos de médicos para isso. Fui a Unidade de Saúde  Embaré, que fica no Bairro Macuco na Praça Cel. Fernando Prestes, para uma consulta médica com um clínico geral, o que demorou 3 semanas após marcada. No dia marcado, 12/03/2012, fui a policlínica e ao ser chamado para a consulta disse o meu intento a Dra que me atendeu e solicitei também um encaminhamento para um urologista, já que tenho pedras nos rins e precisava de uma nova consulta. A Dra. Prontamente fez o encaminhamento, mas disse que o atestado só seria dado após realizar os seguintes exames: Fezes, urina, Sangue para verificar glicemia, colesterol, triglicerídeos, uréia e creatinina e PSA, Raios X do tórax e um  eletrocardiograma. Fiquei espantado com o nível se preocupação da doutora comigo. A justificativa era para cuidar da minha saúde. Resolvi marcar tudo.

Ao andar pela policlínica notei as péssimas condições do local. Teto descascado, sujeira e más condições de atendimento, poucos funcionários e um corre-corre por parte destes que fazia dó.

No dia marcado para colher sangue e entregar outros materiais para exame, após cumprir jejum de 12 horas, abstinência diversas por 48 horas etc. me dirigi a policlínica Para a retirada do sangue. No horário marcado, dia 09/04 às 7:30hs da manhã, lá estava eu com tudo pronto e me deparei com uma funcionária à porta informando a todos os munícipes que o posto havia sido interditado pela Defesa Civil no fim de semana da páscoa por causa da chuva e das péssimas condições do local.

Lamentável o fato das péssimas condições físicas de um posto de saúde, em uma cidade onde se busca excelência petrolífera e comercial, em uma cidade onde o capital e a aparência dominam e onde o jardim é bem cuidado, ruas reformuladas e reasfaltadas, onde a prefeitura e seu comandante se preocupam com obras de “melhorias” na praia, como por exemplo o canal 5 com a praia e outros, a despeito da simples manutenção de uma policlínica, que atende o povo que necessita e que observei retornando desanimados para casa como presente pós-páscoa. O pior era saber que o povo voltava para casa sem atendimento.

Seria por descaso com o governo anterior que não era da mesma corrente política atual dominante na cidade e que instalou estas policlínicas?

Ora senhores políticos, o povo não quer saber de políticas partidárias e correntes políticas, não esqueçam que o poder é do povo e para o povo e alguns políticos, disfarçadamente, parecem usar de um patrimonialismo mascarado dividindo a cidade em lotes. Esta política está em extinção e em uma cidade que pretende ser moderna é necessário extinguir velhos hábitos do tempo do coronelismo.

Exigir dos políticos excelência é dever do povo, da minha parte escrevo este como protesto pelo que vi.

Gilson Oliveira

py2gs

Graduado em Informática para Gestão de Negócios pela Fatec-BS. Pós-graduado em Administração Pública pela UGF. Aposentado do Serviço público Federal, Casado, 2 filhos e uma neta. Mora em Santos Litoral de São Paulo. Radioamador Classe A, prefixo py2gs antigo py2add.

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